Usina de oxigênio hospitalar, como funciona e quanto um hospital pode economizar?
O oxigênio medicinal é um dos recursos mais importantes para o funcionamento de hospitais e clínicas, utilizado em UTIs, centros cirúrgicos, prontos-socorros e diversos tratamentos, seu fornecimento precisa ser contínuo e seguro. Mas você já parou para pensar quanto um hospital gasta mensalmente com oxigênio?
Com a necessidade de reduzir custos operacionais sem comprometer a qualidade assistencial, muitos hospitais estão avaliando a instalação de usinas próprias de oxigênio medicinal.
Essa tecnologia permite produzir oxigênio dentro da própria instituição, reduzindo a dependência de fornecedores externos e criando oportunidades de economia.
Como funciona uma usina de oxigênio hospitalar?
Uma usina de oxigênio hospitalar utiliza o ar atmosférico como matéria-prima para produzir oxigênio medicinal.
Uma das tecnologias mais utilizadas é a PSA (Pressure Swing Adsorption), que separa o oxigênio dos demais gases presentes no ar por meio de um sistema de adsorção por variação de pressão.
O processo começa com a captação do ar ambiente, que passa por compressores, filtros e sistemas de tratamento. Em seguida, equipamentos específicos separam o nitrogênio, permitindo obter oxigênio com concentração normalmente entre 90% e 96%.
O oxigênio produzido passa por controles de qualidade e pode ser encaminhado à rede de distribuição hospitalar, desde que o sistema atenda às exigências técnicas e sanitárias aplicáveis.
Quanto um hospital pode economizar com uma usina de oxigênio?
A economia depende principalmente do consumo mensal, do preço atualmente pago pelo oxigênio e dos custos de operação da usina.
Imagine um hospital que gaste R$ 50 mil mensais com fornecimento de oxigênio medicinal.
Caso um estudo técnico identifique uma redução de 40% nos custos, a economia seria de aproximadamente R$ 20 mil mensais, representando R$ 240 mil por ano.
Em cinco anos, essa redução poderia representar R$ 1,2 milhão em despesas evitadas, antes de considerar eventuais investimentos iniciais e alterações nos custos operacionais.
É importante destacar que esses números são apenas uma simulação, a economia real precisa ser calculada individualmente, considerando energia elétrica, manutenção, equipamentos, sistemas de reserva e demais despesas.
Quais são as vantagens de produzir oxigênio no próprio hospital?
Além da possibilidade de economia financeira, uma usina própria pode oferecer benefícios operacionais importantes.
A instituição reduz sua dependência das entregas frequentes de oxigênio, melhora o planejamento de abastecimento e pode ampliar o controle sobre os custos de fornecimento.
Outro benefício é a previsibilidade financeira, com informações sobre consumo e despesas operacionais, a administração consegue desenvolver projeções mais precisas.
Entretanto, a segurança do abastecimento continua sendo prioridade, a instalação deve contar com monitoramento, manutenção preventiva e sistemas de reserva adequados para garantir a continuidade do atendimento.
Vale a pena instalar uma usina de oxigênio hospitalar?
Nem todos os hospitais possuem o mesmo perfil de consumo, por isso, a decisão deve começar por um estudo de viabilidade técnica e financeira.
É necessário avaliar o volume consumido, os contratos existentes, a infraestrutura disponível, o investimento necessário e as exigências regulatórias.
Também é importante comparar alternativas de aquisição, locação e contratação de serviços, considerando o custo total durante a vida útil do sistema.
Reduzir custos hospitalares também é investir em eficiência!
A busca por eficiência financeira não precisa comprometer a qualidade do atendimento.
Quando bem dimensionada, uma usina de oxigênio medicinal pode contribuir para uma operação mais previsível, eficiente e economicamente sustentável.
O primeiro passo é conhecer os custos atuais e identificar o potencial real de economia, afinal, cada recurso economizado com inteligência pode ser direcionado para aquilo que realmente importa: oferecer melhores condições de atendimento aos pacientes.