Em hospitais, algumas superfícies podem acumular mais microrganismos porque são tocadas várias vezes ao longo do dia.

Pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde encostam nesses locais durante a assistência e a circulação.

Por isso, identificar as chamadas superfícies de alto toque é uma medida importante para reduzir a transmissão de microrganismos no ambiente hospitalar.

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No quarto, as grades e os controles da cama, a mesa de cabeceira e a campainha merecem atenção especial, maçanetas, interruptores, telefones e bordas de cortinas divisórias também podem ser tocados com frequência.

Equipamentos usados no cuidado, como monitores, teclados, bombas de infusão e suportes de soro, devem ser incluídos na rotina de limpeza, principalmente quando são manuseados por diferentes profissionais.

As superfícies prioritárias podem variar conforme a unidade e os procedimentos realizados!

Banheiros e áreas compartilhadas também concentram pontos de contato frequente, torneiras, descargas, barras de apoio, assentos sanitários e superfícies próximas ao vaso exigem cuidado, sobretudo quando podem entrar em contato com secreções ou excreções.

Em espaços de circulação, elevadores, balcões, cadeiras e botões de chamada são tocados por muitas pessoas. O fluxo de usuários e a frequência de contato ajudam a determinar quais locais precisam de maior atenção em cada hospital.

A aparência limpa, por si só, não garante que uma superfície esteja livre de microrganismos, pois o risco depende de fatores como a frequência de toque, a proximidade do paciente, a presença de matéria orgânica e a qualidade da limpeza.

Ainda assim, encontrar microrganismos em uma superfície não significa que haverá uma infecção, pois a transmissão também depende do agente envolvido, da forma de contato e das condições de saúde da pessoa exposta.

Para reduzir o risco de contaminação, a limpeza deve priorizar as superfícies mais tocadas e seguir os protocolos da instituição.

É importante utilizar produtos regularizados e adequados para cada material, respeitando as instruções de uso, a diluição e o tempo de contato indicados pelo fabricante e também é necessário definir quem será responsável pela limpeza dos equipamentos usados na assistência, para evitar que algum item fique de fora da rotina.

Treinamento e monitoramento ajudam a verificar se os procedimentos estão sendo cumpridos e a corrigir eventuais falhas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária destaca que a limpeza e a desinfecção contribuem para reduzir a carga de contaminação ambiental nos serviços de saúde e a higiene das mãos complementa esse cuidado, especialmente antes e depois do contato com o paciente e com o ambiente ao redor.

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Assim, grades de cama, campainhas, mesas de cabeceira, maçanetas, interruptores, equipamentos de cuidado e pontos de contato em banheiros estão entre as superfícies hospitalares que podem apresentar maior risco de contaminação.

A atenção deve considerar o uso de cada ambiente, a frequência de toque e o perfil dos pacientes. Uma rotina adequada de limpeza, desinfecção e higiene das mãos contribui para um hospital mais seguro para pacientes, visitantes e profissionais.