Obras e reformas são importantes para modernizar os hospitais e melhorar o atendimento.

Porém, quando acontecem em um ambiente de saúde, exigem cuidados especiais, a poeira, os resíduos, o ruído e a circulação de trabalhadores podem afetar pacientes, profissionais e visitantes.

Por isso, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) tem um papel importante no planejamento e no acompanhamento dessas atividades.

A participação da CCIH deve começar antes do início da obra, em conjunto com a engenharia, a administração e as equipes assistenciais, a comissão avalia os riscos de cada intervenção.

Essa análise considera o tipo de serviço, o local onde será realizado e a proximidade de pacientes mais vulneráveis ou de áreas críticas, como unidades de terapia intensiva e centros cirúrgicos.

Com base nessa avaliação, a CCIH orienta medidas para reduzir a exposição a poeira e outros contaminantes, entre elas estão a instalação de barreiras para separar a obra das áreas assistenciais, a organização do transporte de materiais e entulho, o controle da circulação dos trabalhadores e a definição de procedimentos de limpeza.

Também podem ser necessárias medidas específicas para proteger os sistemas de ventilação e os pontos de água do hospital.

Durante a execução dos serviços, a comissão acompanha o cumprimento das medidas preventivas e mantém diálogo com os responsáveis pela obra e com as equipes do hospital.

Se identificar uma falha que possa aumentar o risco de infecção, deve comunicar a gestão e recomendar as correções necessárias e esse acompanhamento ajuda a evitar que problemas na organização do canteiro interfiram na segurança dos pacientes.

A atuação da CCIH também é importante quando a obra termina, antes que o espaço volte a receber pacientes, é necessário realizar a limpeza adequada e verificar se as condições de segurança foram restabelecidas, seguindo o protocolo definido pelo hospital.

A retomada das atividades deve ocorrer somente após a liberação da área pelos responsáveis institucionais.

A CCIH não substitui a engenharia na condução técnica da obra nem a Vigilância Sanitária na avaliação dos projetos.

Sua contribuição é integrar a prevenção de infecções às decisões tomadas antes, durante e depois da reforma.

A RDC Anvisa nº 50/2002 estabelece requisitos para projetos de construção, ampliação e reforma de estabelecimentos assistenciais de saúde e prevê a avaliação do projeto pela Vigilância Sanitária local.

Assim, quando a CCIH participa desde o planejamento até a liberação do espaço, o hospital pode realizar melhorias estruturais com mais organização e atenção à segurança.

Mais do que acompanhar uma obra, seu papel é ajudar a proteger as pessoas que continuam precisando de assistência enquanto o hospital se transforma.